terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Vida de Amélia


Lavar, passar, cozinhar, cuidar do filho e ainda trabalhar fora. Esta é a vida da mulher moderna...e a minha também! Desde que saí do jornal estou nessa vida. A coisa funcionava mais ou menos assim: eu trabalhava 12 horas por dia, seis no jornal, seis na editora. A Layla (You've got me on my knees, Layla) trabalhava meio período. Logo, a função Amélia era dela, mas...
Quis o destino - ou melhor, o João Jabour (pé de pato, mangalô, três vezes), "gerente" do JC - que minha situação melhorasse (God bless you, JJ) e eu ficasse só na Alto Astral. Já a musa inspiradora foi "promovida" a período integral, assim, invertemos os papéis. Ou seja, eu fico em casa pela manhã e trabalho à tarde. Cabe a mim lavar, passar, cozinhar, trocar o herdeiro, levá-lo e buscá-lo na escola e demais tarefas diárias que toda a casa necessita.
Tá certo que nem passo tanto assim. Uma ou outra peça, quando sobra um tempinho. Afinal, 'minha amiga de casa, minha colega de trabalho', ninguém merece passar roupa. As roupas deveriam vir com um dispositivo auto-desamassante.
Bom, assim caminha a humanidade, não é mesmo? Agora, para melhorar a situação, arrumei um frila para fazer em casa. Não é nada muito complicado, mas tem dia que toma um tempinho. Enfim, isso é que é vida de Amélia. Só falta uma compositora escrever uma canção que enalteça as qualidades do homem doméstico. Agora, com licença, porque ainda tenho algumas coisinhas para fazer...a pia está cheia de louças...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Clipes que eu gosto


Rock de Subúrbio (Garotos Podres)

Isso não tem propósito!!!


Você tem filhos? Não? Então não deve saber a aventura que é cada dia com eles, não é mesmo? Mas se tem, já experimentou aquela sensação de letargia a cada frase diferente que ele fala, depois que aprende as primeiras palavras. Eu tenho um, o Pedro, que é uma figurinha. Você não consegue dar uma bronca nele sem morrer de vontade de rir e, aí, a seriedade foi por água abaixo. Mas...quem precisa ser sério aos três anos???
O Pedro inventa um pouco de tudo: ele canta músicas que ninguém conhece, ele inventa histórias ele questiona, ele filosofa... Esse é o perigo. Não faz muito tempo, o príncipe regente entrou numas de perguntar por quê. Por quê isso? Por quê aquilo? E por aí vai. Até aí, normal. Os "porques" fazem parte do desenvolvimento. O problema maior é que, nem tudo que os filhos perguntam, nós conseguimos responder. Aí é que reside o perigo real e imediato!
Numa dessas sabatinas entre filho e pai (sim, sou sabatinado diariamente), chegou o momento em que não havia mais resposta. Pai bobão que sou, resolvi tentar ludibriar o pequeno herdeiro e tasquei-lhe um "porque sim". Ele olhou com aquela cara de "agora vou te sacanear" e rebateu: "porque sim não tem propósito". Hein????
Tá, tudo bem, é lindo ver uma criança de três anos descobrindo o vocabulário, mas precisava desconcertar desse jeito? É assim que esse pentelhinho paga todo o carinho que lhe dou? Ora, que audácia!. Resolvi me vingar, e comecei a perguntar uma série de coisas, até que ele caiu na armadilha (como adulto é besta!), respondendo "porque sim". Era meu momento: "porque sim não tem propósito", rebati. Me senti vingado... por 10 segundos. "Tudo tem propósito, papai!", lançou-me de volta o fedelho. Aí...parei! Pô, como se destrói os sonhos de uma dulto dessa forma?
Tá, tudo bem, babei com ele, claro! Mas, desde então, isso tem sido um mantra. E eu me pergunto: será que todas as crianças de três anos têm essa desenvoltura, ou estou criando um monstrinho filosófico? Ah, quem se importa? Não é uma coisa maravilhosa descobrir que você colocou no mundo alguém capaz de tantas perguntas, mas, ao mesmo tempo, de respostas tão inteligentes?

A morte de Jurandyr Bueno


O arquiteto Jurandyr Bueno é uma das poucas personalidades de Bauru que merecem consideração e respeito, por tudo o que representa para a cidade e por conta de sua coragem em ficar por aqui, quando o mundo aguardava sua presença. Tive a oportunidade de entrevistá-lo algumas vezes, e sempre foi uma pessoa coerente e correta.
Entrou novamente na política com a finalidade de fazer algo bom por essa cidade, ainda que muitos daqui torçam pelo "quanto pior, melhor", não é mesmo Dudu Ranieri? Mas Jurandyr Bueno estava acima das mesquinharias políticas. Idealista, queria realmente transformar Bauru em um lugar bom para se viver. Agora, assume seu cargo, na qualidade de suplente, Moisés Rossi. Estaremos de olho na sua conduta, senhor vereador, para que respeite a cadeira que ocupe.