quarta-feira, 18 de agosto de 2010

What the hell is "pacová"

Sabe aquelas coisas que você sempre ouviu, nunca soube o que era, mas aceitava como algo corriqueiro. Pois é, na minha infância sempre ouviu uma ou outra coisa que me parecia normal, mas que não faziam sentido depois que cresci. Hoje, lembrando algumas situações da infância, lembro de minha mãe se irritando conosco por alguma razão e gritando em alto e bom som: "Não me enche os pacová". Mas, caraca, que diabos é "pa-co-vá"?
Nunca perguntei porque sempre achei normal. Interpretava como "não me encha o saco". Acreditava até que pacová seria uma maneira de evitar que as mulheres dissessem "não me encha o saco", algo anatomicamente impossível, dado que elas não tem tal parte do corpo (a Rogéria não conta).
Agora imagine um estrangeiro visitando nossa terra brasílis e ouvindo tal frase. Com certeza perguntaria: "what the hell is pacová?". Isso caso ele fosse alguém mais íntimo. De modo formal, seria algo como "please, what's pacová?".
Imagino meu professor de inglês, um estadunidense meio maluco, chegado numa erva daninha e com pinta de quem não sabe porque nasceu. Certa vez o dito professor contou uma história dos  seus primeiros dias no Brasil, aprendendo a falar português.
Disse que certa vez, quando estava hospedado com amigos, acordou e foi tomar seu café da manhã. Sua amiga, dona da casa, lhe diz "bom dia". Ele todo satisfeito responde "bom dia". isso é fácil, qualquer estrangeiro aprende bom dia. Mas, eis que a fulana lhe tasca um "cê tá bom?". Cara, o tal professor falou que não entendeu bem  e depois de hesitar um minuto, perguntou "what's 'cê tá'?". Pois é, pacová seria o fim do dito cujo.
Mas, voltemos ao assunto, o que realmente é pacová? Descobri que é uma planta. Sim! Com propriedades medicinais. Sim! Que alegria. Agora eu sei o que é pacová. Só resta perguntar a minha ilustre progenitora, porque cargas d'água ela dizia para não encher o pacová. Que dúvida...

Eis aqui um legítimo pacová!

4 comentários:

Gleice disse...

HSUAHSUAHSUAHAHashaushua

Andréa B. de Oliveira disse...

Olá! Eu tb sempre tive a curiosidade de entender essa expressão!! Rsrsrsr.
Comecei a pesquisar e descobri que a pacová não gosta de muito sol, ou seja, ela não gosta de "cabeça quente" (no interior as pessoas dizem: essa planta gosta de "cabeça quente e pés molhados" ou "pés frios", que quer dizer muito sol e bastante água). Descobri também que a expressão original era "não me esquente o pacová", ou seja "não me esquente a cabeça". Com o tempo a expressão se fundiu a outra, "não me enche o saco", e surgiu essa expressão "não me enche o pacová". Algumas explicações dizem que quer dizer "não me enche a cabeça", afirmando que pacová é de origem indígena e significaria algo como cabeça. Mas não encontrei comprovação disso em dicionários de idioma indígena.

SysOp disse...

O Pacová (a planta) é também conhecida como "Babosa de Pau"... acredito que seja daí que nossos pais/avós, tiraram a forma singela de não falar 'saco'...

mas o sentido é realmente este, 'não me encha o saco!'

tambem descobri, na base da curiosidade! :D

Hugo Arruda Castanho Junior disse...

Babosa-de-Pau porque produz seiva similar a Aloe vera, a babosa comum, e por ser epífita, ou seja cresce sobre os paus, os troncos das árvores. Mas essa é apenas um dos muitos pacovás, termo inclusive aplicado para as bananeiras. Há pelo menos uma dúzia de diferentes espécies de plantas com o nome popular de pacová.É possível que o termo "encher os pacová" equivalente ao não me encher o saco, deve vir do cesto de carregar bananas ou o cesto feito com as folhas da bananeira (pacová)...mas isso são apenas
Hugo Arruda Castanho Jr.
"supositórios"...rs.
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