quinta-feira, 29 de julho de 2010

Não acredite no Datafalha, quer dizer Datafolha...

Se você é do tipo que crê empesquisas eleitorais, principalmente naquele famoso instituto criado pelos Frias, aqueles mesmos que consideram a ditadura militar uma "ditabranda", então precisa ler esse texto do Luiz Carlos Azenha, reproduzido pelo site do PT de São Paulo. É uma prova que o Datafalha é obscuro e mentiroso desde o nascimento.

O dia em que o Datafolha derrotou Jânio Quadros

O jornalista Luiz Carlos Azenha publicou no domingo (25) em seu Blog "Viomundo" a sua experiência como repórter, em 1985. Nas eleições para a Prefeitura de São Paulo, a “vitória” de FHC no Datafolha foi desmentida pela vantagem de 4% que Jânio obteve nas urnas.

Por Luiz Carlos Azenha

Segunda-feira, 26 de julho de 2010

Como os arquivos do Viomundo antigo estão em frangalhos, um problema que o Leandro Guedes promete resolver em breve, vou dar uma de caduco: contar de novo, em poucas palavras, uma história antiga, acrescentando alguns detalhes. Aconteceu, como diria aquele personagem do Chico Anysio, em 1985.
Eu era um jovem, porém experiente repórter. Tinha pedido demissão da TV Globo pela primeira vez (o equivalente, naquela época, a pedir demissão da Petrobras), já que a emissora queria que eu fosse chefe do escritório de uma futura emissora, em São José do Rio Preto, mas eu queria me formar, o que exigia minha presença física em São Paulo (eu levava o curso de Jornalismo na Universidade de São Paulo aos trancos e barrancos e só colei grau em fevereiro de 1987, quando já era correspondente da TV Manchete em Nova York).
Um dia, estudante em São Paulo e desempregado, passei pela entrada do Hospital das Clínicas, onde Tancredo Neves estava moribundo, e encontrei o Heraldo Pereira, então repórter da TV Manchete, que me disse que a emissora tinha vaga para repórter (àquela altura eu já tinha quatro anos de experiência em TV, o que incluia longos meses cobrindo férias na Globo de São Paulo, com muitas reportagens em jornais de rede e algumas no Jornal Nacional). Fui contratado.
Como aquele era ano de eleições para a Prefeitura de São Paulo, fui escalado pela Cristina Piasentini para acompanhá-las. Foi assim que passei a periodicamente visitar a casa do candidato Jânio Quadros, na Lapa, em São Paulo. Conheci dona Eloá, a ex-primeira dama. O ex-presidente tinha sido candidato a governador em 1982, nas primeiras eleições diretas para o cargo durante o regime militar. Perdeu para Franco Montoro. Agora ensaiava uma nova tentativa eleitoral, com apoio na centro-direita. Os outros candidatos importantes eram Fernando Henrique Cardoso, do PMDB de Montoro, herdeiro do MDB, o partido de oposição ao regime militar; e Eduardo Suplicy, do recém-formado Partido dos Trabalhadores.
Jânio concorria pelo PTB. Ele mesmo abria o portão da casa e nos encaminhava para um escritório anexo. Confesso que não era o candidato de minha simpatia (eu tinha votado em Montoro para governador e, se meu título fosse de São Paulo, provavelmente votaria em FHC para prefeito). Mas Jânio era um homem muito simpático. Pedia café e conversava com o jovem repórter como se eu pudesse decidir as eleições. Nas entrevistas, atacava Fernando Henrique Cardoso como alguém que teria mais intimidade com os subúrbios de Paris do que com a periferia de São Paulo. Jânio gostava de falar dos bairros que conhecia pessoalmente, especialmente da vila Maria, que era sua base eleitoral. Jânio dizia abertamente que parte da mídia era inimiga dele. Citava a TV Globo, razão pela qual, presumo, recebia tão bem as equipes da Manchete (sobre acertos de bastidores da Manchete com Jânio, eu era muito jovem para saber).
No dia da eleição, 15 de novembro de 1985, a TV Manchete instalou uma câmera daquelas grandes, de estúdio, na redação da Folha de S. Paulo. Ao longo da campanha eleitoral eu havia entrevistado o Otavinho, já que a Manchete tinha feito um acordo para divulgar os resultados das pesquisas do Datafolha, recém-criado.
Uma das minhas primeiras intervenções ao vivo foi para anunciar o resultado da pesquisa de boca-de-urna do Datafolha em São Paulo. Fernando Henrique Cardoso seria eleito prefeito de São Paulo, previa o Datafolha. Já não me recordo qual era a margem prevista pelo instituto. No entanto, assim que a votação acabou e começou a apuração, os resultados do Datafolha eram distintos dos revelados pela contagem física dos votos.
Ao longo da campanha, Jânio Quadros tinha se servido de pesquisas não-científicas feitas pela rádio Jovem Pan, que colocava equipes volantes para entrevistar eleitores nas ruas de São Paulo. Pelas “pesquisas” da Pan, Jânio seria eleito.
A situação foi ficando cada vez mais tensa na redação da Folha. Havia um terrível descompasso entre a previsão e a contagem. Por pressão da redação da TV Manchete (que conversava comigo pelo ponto e por uma linha telefônica específica), chamei o Reginaldo Prandi, que falava pelo Datafolha. A explicação dele, ao vivo, foi a seguinte: por enquanto as urnas apuradas são de regiões onde Jânio Quadros tem a maioria dos votos; quando chegarem ao TSE as urnas de outras áreas de São Paulo, Fernando Henrique vencerá.
Segundo Conceição Lemes, que também era repórter em 1985, o governador Franco Montoro chegou a dar um entrevista à TV Record agradecendo os eleitores de São Paulo pela escolha de Fernando Henrique, aparentemente baseado na pesquisa Datafolha.
Ou não. Isso não me ocorreu na época, mas uma pesquisa de boca-de-urna viciada pode servir a interesses inconfessáveis: se a margem em favor de um candidato for bastante reduzida, pode permitir que pilantragem eleitoral mude o resultado. Como diria a Folha de S. Paulo, não há provas de que isso tenha acontecido então, mas também não há provas de que não tenha ocorrido.
Ao fim e ao cabo recebi uma ligação de Pedro Jacques Kapeller, o Jaquito, o principal executivo da TV Manchete abaixo de Adolpho Bloch, que disse algo assim: “Azenha, esquece o Datafolha, pode dizer que o Jânio vai ganhar baseado na apuração”.
Foi o que fiz. Jânio, eleito, foi para a sede da TV Manchete, na rua Bruxelas, dar uma entrevista ao vivo. Ele venceu com 39,3% dos votos válidos, contra 35,3% de Fernando Henrique e 20,7% de Eduardo Suplicy. Ou seja, a “vitória” de FHC no Datafolha foi desmentida pela vantagem de 4% que Jânio obteve nas urnas. Infelizmente, não disponho dos dados do Datafolha de 1985. Aparentemente, essa é uma história que o instituto prefere esquecer. Aos leitores que tiverem mais informações ou correções a fazer, agradeço antecipadamente.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eu tento fazer poesia...

Dias

Passei os dias olhando as horas
Pensando em quantas vezes me vi assim
Desprovido de pensamentos
Simplesmente olhando.
Há momentos que não percebemos
O quão difíceis são nossos dias
E assim vivemos mais intensamente.
Há dias que não sabemos se as horas passam
No compasso acelerado
De nossos corações em fúria
Ou se simplesmente se arrastam
Na cadência lenta e gradual
Dos passos infantis que nos cercam.
Olhei em volta de mim e não me vi
Rrefletido no espelho das almas alheias
Que insistiam em me cercar.
Não me sinto apenas sozinho,
Me sinto desprovido de mim
Nos absurdos que a vida prega
Nas peças que assistimos sem ver.
E nas calçadas calcadas na areia
Brincamos
Na ânsia infinita de ver e ver e ver
Sem jamais ouvir, sentir ou pensar além.

A violência é tão fascinante?

Quem lê jornais ou assiste TV deve estar cansado. Dificilmente você passará por qualquer desses meios de comunicação sem que a violência esteja lá, estampada, de forma banal, muitas vezes. Outro dia, enquanto zapeava pelos canais me deparei com a cena de um homem sendo assassinado. Não era filme, era vida real, no caswo, morte real. Câmeras de segurança captaram a cena e as TVs mostraram. Minha pergunta é: precisava mostrar?
O pior de tudo é que, antigamente, os apresentadores de telejornais avisavam quando uma cena seria forte demais. Atualmente, nem isso. crianças estão expostas a essa violência gratuita diariamente, sem nenhuma preocupação. A cena do homem sendo morto na porta  de um shopping foi exibida antes das 10h. gente, crianças vêm TV nesse horário, na maioria das vezes sem supervisão dos pais! É isso que queremos que elas vejam?
E não falo de esconder a realidade. A violência está aí para quem quiser ver, mas o sensacionalismo e a banalidade em nome da audiência estão cada vez mais transformando em normal algo que era pra ser o oposto. Não podemos considerar a violência normal! Que futuro esperamos para nossos filhos se começarmos a agir dessa forma. A violência deve ser combatida, não estimulada.
É caso Bruno pra cá, caso Mércia pra lá. Há muita coisa podre em terras tupiniquins. A pior parte é que somos estimulados a acreditar na culpa das pessoas antes que ela seja provada. O caso da escola base não ensinou nada para as pessoas. Acho que nem lembram mais que acabaram com a vida de gente inocente por causa desse sensacionalismo barato. E se o Bruno for inocente? E se o Mizael for inocente? Podem até ser culpados, mas até agora ninguém provou nada.
O fato é que a violência vende. Vende mais ainda sse houver um suspeito para considerarmos culpado. É muito comum ouvir conversas do tipo "Ah, esse aí nunca me enganou". Claro que enganou! estamos nos enganando o tempo todo com as pessoas, mesmo assim agimos como se a violência não fosse anomalia. Ela é! Não é natural. Mesmo que o ser humano seja instável, a violência não pode ser considerada natural.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Eu tento fazer poesia...

Mágica

quando o dia chegar, invente
descubra quantos existem de você
percorra os caminhos difíceis
saia por aí

amanhã é igual a hoje
e ontem é jamais
persigo meus sonhos
meus pesadelos vêm atrás
mas ainda é cedo pra sair de casa

por acaso fujo de algum lugar
e não sei bem quem sou
quem estou
onde iria meu eu sem mim

e até descobrir a linha
a mágica preferida
a dor escondida no futuro estagnado
me sinto bem como alguém que possui
vida

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Todo mundo é super

Que o Pedro é uma figura, todo mundo já sabe. Que ele tem tiradas fantásticas, talvez uns saibam, outros não. Mas a verdade é que o pequeno herdeiro tem umas sacadas que nos deixa desconcertados. A última, ou talvez seja a penúltima, foi uma de fazer rir durante um bom tempo. Com toda sua calma e inocência, ele chegou para  a Layla e saiu com essa: "Mãe, todo mundo é super em alguma coisa. Eu sou super em falar". E saiu, simples, do jeito que entrou.
A primeira reação foi de perplexidade, algo do tipo: "Hein???". Mas depois foi só rir. Parecia brincdadeira, mas eis que descobri que o Pedro tem um superpoder, que é falar. Veja uma foto dele, pronto para combater o mal com sua tagarelice.

terça-feira, 13 de julho de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O alarme

Quem não tem filhos não sabe a sensação maravilhosa que isso proporciona. Por outro lado, também não paga os micos que isso proporciona. Meu pequeno herdeiro, Pedro, não é uma criança daquelas "pestes", pelo contrário, perto do que já vi uns diabinhos fazendo em shoppings, lojas e supermercados, meu filho é o rei da tranquilidade. Mas... e sempre tem um mas, ele´tem uma curiosidade de doer. Não se contenta em olhar as coisas, quyer tocar, saber como é, para que serve, enfim.
Dia desses, estávamos na Renner do shopping Bauru, olhando as roupas, vendo se alguma coisa valia a pena naquele mar de breguice que a Renner de Bauru se transformou. Fui dar uma olhada nos calçados enquanto a Layla estava no departamento infantil, com Pedro ao seu lado. Foi questão de segundos e o alarme disparou.
Na hora me deu uma tremedeira e relutei em olhar para trás, mas olhei. Os meus temores foram confirmados no gesto da Layla puxando o Pedro pelo braço e dando uma dura nele. Sim, ele apertou aquele botão vermelho e disparou o alarme da loja. Não sou um poço de tranquilidade, mas confesso que não consegui ficar nervoso com ele. Minha vontade era de rir, na verdade, mas evitei para não sofrer as consequências de ter de encarar uma leonina p* da vida.
No fim, nada demais. A segurança da loja afirmou com todas as letras que isso acontece sempre, às vezes, mais de uma vez por dia. O que me leva à seguinte questão: por que cargas d'água coloca um botão vermelho, convidativo para crianças apertarem, numa altura que esses pequenos capetinhas alcancem? Não sera melhor deixar o alarme numa altura para que apenas adultos tenham acesso? Ou alguém da Renner acha que, em caso de incêndio, as crianças terão papel fundamental em apertar o alarme? Sei lá.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

4.0 com motor de 2.5

Quando você acaba de fazer 40 anos, passa um filme da sua vida... Não, mentira, não passa nada. Fazer 40 nem é tão especial assim, ou melhor, não é mais nem menos especial do que 39, 38, 37 e assim por diante. É mais um aniversário, Só.
Tem gente que acha essas datas muito mais importantes do que elas realmente são. Não que eu não goste de aniversário, simplesmente os detesto... Brincadeira. Acho legal as pessoas lembrarem de você, nem que seja por causa do alerta no Orkut. mas elas poderiam simplesmente ignorar esse alerta e deixar pra lá. Confesso que eu mesmo não entro no Orkut todos os dias e sou péssimo com datas, por isso, alguns amigos ficam sem parabéns, ou só os recebem alguns dias depois.
O fato é que nunca imaginei passar meu aniversário de 40 anos em Bauru, por isso me deprimi um pouco. Mas tratei de botar a tristeza de lado e curtir um pouco do dia com a família. Fomos almoçar e assistir Toy Story 3. Apesar da presença insuportável de aborrecentes que iam ver a estréia do terceiro filme dos vampirinhos purpurinados, foi um dia agradável.
A única avaliação que posso fazer depois de 40 anos é: fiz o que pude, o melhor e não me arrependo de minhas escolhas, até porque, não existe fórmula para mudar os caminhos que já trilhamos. Para os próximo 40 anos há uma infinidade de novos caminhos. Quand estiver com 80, conto como foi a travessia.