segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Comer amora?

Uma criança na fase de aprendizado é algo que devemos observar com carinho, porque dessas cabecinhas a mais de mil por hora surgem algumas pérolas fantásticas.
Já contei aqui, para meus seis leitores, algumas das peripécias do meu pequeno herdeiro, o Pedro. De vez em quando ele solta algumas frases desconcertantes tiradas do nada, ou simplesmente entende errado o que dissemos.
Foi o caso da nossa viagem de Sampa para Bauru, no domingo depois do Natal. Eu e minha cúmplice conversávamos sobre o cardápio do Ano Novo, quando ele perguntou o que era o Ano Novo.
A Layla respondeu que é uma festa em que a gente comemora o fim de mais um ano e a chegada de outro. Ele até que entendeu, mas eis que de repente ele solta a pérola: "Eu gosto de comer amora".
Hein? Como assim, comer amora? O que tem a ver? Ora, mãe, você não falou que a gente come amora no Ano Novo? Pausa dramática de pais estupefactos... Risadas... Explicação: não é come amora, filho, é comemora, festeja. Ah, bom! Mas eu gosto de comer amora mesmo assim. ´
Esse é o Pedro...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Menino Jesus acredita em Papai Noel?

Eu juro para meus seis leitores que gostaria de escrever um texto sobre o Natal que enaltecesse a bondade, a solidariedade e o espírito natalino que toma conta das pessoas durante essa época do ano. E eu me sinto assim, com vontade de escrever essas coisas, mas cada vez que paro para pensar, percebo que perdemos a verdadeira essência do que é o Natal.
Andamos pelas ruas e vemos pessoas cheias de pressa com sacolas nas mãos e mais preocupadas com o que o amigo secreto vai pensar do presente que vai ganhar do que com a importância que um abraço terá para esse amigo secreto.
Lemos os jornais e vemos que o comércio comemora o crescimento nas vendas e o lucro recorde, mas não nos lembramos que para isso, trabalhadores praticamente abandonaram suas famílias e, com certeza, não levarão parte desse lucro para compensar o tempo dedicado ao trabalho.
Vemos grupos de jipeiros, roqueiros, motoqueiros e muitos outros fazendo campanhas natalinas para arrecadar brinquedos para crianças pobres e nunca perguntamos onde estavam essas pessoas durante o ano inteiro, quando faltou o arroz e o feijão na mesa dessa criança.
Ontem, dia 23 de dezembro, fui ver as luzes de Natal na avenida Paulista. Tudo lindo, um sonho para adultos e crianças. Eles realmente se superaram. Mas onde estava o Menino Jesus, aquele que chega nesse dia 25? Exceto em um presépio que estava dentro do Conjunto Nacional, fechado ao público àquela hora da noite, não vi nenhuma menção a Ele.
Mas, como fazer uma festa de aniversário sem o aniversariante? Não percebemos isso, porém, a figura de Papai Noel tomou conta do Natal. O Menino Jesus foi esquecido? Talvez não. Talvez esse pequeno ser que chega todos os anos no mesmo dia 25 de dezembro ainda esteja nas mentes e nos corações das pessoas, mas realmente, não sei se ele, o Deus Menino, acredita em Papai Noel.
Desculpem o desabafo. Um ótimo Natal para meus queridos seis leitores - que já são muito mais do que isso. Independentemente de acreditar no Menino Jesus ou no Papai Noel, que as luzes do Natal nos iluminem os 365 dias do ano que vai chegar.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Eu tento fazer poesia...

Espelho da alma

Preciso de um espelho pra alma
Que mostre um estado do espírito
Que seja sincero enquanto medito
Sob a lua que me acalma

Preciso de um barco ancorado
Pronto para zarpar e ir além
Em busca de mais alguém
Que sempre esteja ao meu lado

Preciso de noites e dias
Que sejam mais bem vividos
Que tragam entes queridos
Que façam da dor alegria

Enfim preciso de ti
Dos sonhos que já sonhamos
Do pranto que já choramos
Do riso que me sorri

sábado, 4 de dezembro de 2010

"Meus bons amigos, onde estão?"

Me apropriei indevidamente desta frase que abre a bela canção do Barão Vermelho, Meus Bons Amigos, para perguntar o que realmente temos feito pelos nossos amigos. Pode ser fruto da saudade, ainda mais estando tão perto e tão longe da maioria deles.
É claro que não esquecemos nossos amigos. Nunca esqueci os meus. Tenho um carinho especial por todos eles, em maior ou menor grau, não importa. Afinal, temos uma infinidade de amigos, sejam eles de bar, de trabalho, dos tempos de colégio, da vida. Não importa. Todos são importantes no nosso processo de amadurecimento. Todos são amados.
Posso dizer que a vida foi generosa comigo. Tenho amigos que posso ficar anos sem ver e, mesmo assim, quando nos encontramos, parece que nos vimos no dia anterior, tal o grau de afinidade e intimidade que adquirimos ao longo de nossa convivência.
Essa saudade repentina que sentimos deles nos mata aos poucos. Eu sei que parece ridículo falar em saudade nessa época em que a Internet deixou as pessoas tão próximas. Mas, meus amigos, a comunidade virtual não substitui o abraço, o sorriso, o carinho, a ofensa bem humorada, o sarcasmo, a crítica, as desavenças e as reconciliações, os brindes, as lágrimas e as histórias que temos pra contar.
Meus bons amigos, onde quer que estejam, meu pensamento está com vocês. A saudade é grande. Talvez falte um e-mail, um telefonema, uma mensagem no Orkut, no Facebook, no Twitter, não importa. Não falta carinho e amor por todos vocês.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Clipes que eu curto

Uma homenagem à minha cúmplice.´

Every Breath You Take (The Police)

Seis anos que são 12

No último sábado eu e minha cúmplice de todos os crimes, Layla, completamos seis anos de casamento. Casamento oficial, no papel. Porque nossa cumplicidade nasceu bem antes disso, no dia em que ela me chamou de cretino, há 12 anos, no seu primeiro dia de aula na facul.
É claro que nesse momento eu nem sonhava que seria ela a mãe do meu filho (e dos próximos, quem sabe?), muito menos que nossas vidas estariam ligadas para sempre. Naquele momento ela era só a "bixete" folgada que xingou o veterano.
Porém, dois dias depois estávamos juntos e juntos permanecemos até que no dia 6 de novembro de 2004, nos tornamos cúmplices perante a lei dos homens. Que me perdoem os religiosos, mas perante Deus nosso amor já valia muito mais do que qualquer sermão de padre ou pastor.
Em seis anos muita coisa aconteceu. Sem dúvida a mais bela de todas foi a chegada do nosso pequeno herdeiro, Pedro, que meus seis leitores já devem conhecer, afinal ele é figurinha fácil neste blogue.
Passamos por apuros, dificuldades, discutimos, fizemos as pazes, nos amamos, brincamos, sorrimos, choramos, vivemos em perfeita harmonia, enfim. É difícil ter palavras para explicar o que é estar junto de alguém que se ama e repartir com esse alguém todas as emoções e todos os momentos da vida.
Sei que soa repetitivo falar em cumplicidade, mas não vejo outra forma de definir o que eu e Layla vivemos em todo esse tempo.
E, quando vejo que as pessoas são cada vez menos cúmplices de quem dizem amar, tenho certeza que estamos no caminho certo e, um dia, poderemos dizer para nossos netos que o amor é mais, muito mais do beijos e sexo. O amor tem uma aura só dele, que envolve as pessoas que se amam e as tornam cúmplices, na alegria e na tristeza. E não há nada, nada no universo, capaz de explicar o que é esse sentimento.

Clipes que eu curto

Runaway train (Soul Asylum)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As várias faces de Pedro

Meu pequeno herdeiro tem muitos talentos e meus queridos seis leitores poderão comprovar nesta seleção de fotinhos.















Eu tento fazer poesia...

Penumbra

os dias passam devagar para quem vive à noite
somos como seres noturnos sem alma
esperando a penumbra
para desafiramos nossos medos

tememos a noite como crianças
temos pesadelos com sons noturnos
e na maior das contradições
amamos a quase vida que levamos

quem poderá nos entender
quem poderá nos ajudar
seremos assim até a eternidade
seremos assem até o fim dos tempos

passamos os dias ansiando por noites que nunca chegam
e quando vêm nos enchem de temor
nos embriagamos em copos de falso cristal
na vã esperança de deixarmos de ser meninos
mas continuamos precisando de colo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ao entrar neste blog sorria...

Mesmo que a postagem não seja engraçada, sorria.
Mesmo que você não concorde com o que eu escrevo, sorria.
Sorria, não para me agradar, mas para poder enxergar melhor as sutilezas da vida.
Um sorriso não custa nada e faz um bem danado.
Você pode até me criticar, mas não me ofenda. Sua crítica será recebida com um sorriso, e respondida da mesma forma.
A ofensa não faz bem para quem recebe, talvez quem faça a ofensa se sinta bem consigo mesmo por um momento, mas depois terá a necessidade de ofender de novo e isso se transforma em um ciclo vicioso.
Sorria, não por estar sendo filmado, mas por ter o direito de escrever o que quer.
Sejam bem vindos e sorriam. ´
p.s.: Ofensas serão apagadas, com um sorriso.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O estranho mundo de todo mundo

Filosofar nunca foi a minha praia. E, se um dia cheguei perto de qualquer coisa parecida, nego com veemência. Por outro lado, um pouco de divagação sobre as ciladas que a vida nos prega sempre é bem vinda. Normalmente isso é feito sob efeito do álcool ou de qualquer outra substância menos lícita (como se o álcool fosse lícito).
De qualquer forma, não é o caso. Não estou sob efeito de álcool, nem de qualquer erva ou comprimido que possa comprometer minha sanidade. Acho que já nasci insano.
Enfim, nos últimos tempos tenho notado que as pessoas estão cada vez mais estranhas, a ponto de o diferente, atualmente, é ser normal.
Nunca fui normal. Quando criança era meio nerd. O rock me salvou. Não que isso tivesse efeito sobre as pessoas, afinal, um nerd roqueiro não deixa de ser um nerd. O problema é que a condição de nerd nunca me agradou, então decidi que não seria, e não fui. Não me arrependo. Mas, de vez em quando, sinto que poderia estar rico como executivo de alguma empresa de tecnologia. O rock errou.
Por outro lado não posso me queixar, já que se tivesse seguido caminhos diferentes não teria conhecido metade das pessoas que conheci. Entre ser um nerd rico, sem amigos, e ser um ex-punk pobre com muitos amigos, prefiro a segunda opção. Se ela viesse com grana seria melhor, mas aceito sua condição de pobre, assim como eu.
O fato é que as coisas são como são por algum  motivo. Há quem acredite nos desígnios de Deus, há quem creia no destino. De minha parte, penso que somos responsáveis pelos caminhos que trilhamos, mas não descarto que há várias versões de nós em outras dimensões. Essas versões devem se encontrar em algum momento, mas se divorciam por incompatibilidade de gênios.
Resumindo, somos muitos e vivemos vidas diferentes ao mesmo tempo, mesmo que não saibamos disso. E quem gostaria de saber? Esse tipo de conhecimento é mortal. Ou vocês acham que os loucos são loucos por que?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ainda estou vivo!

Meus seis leitores já devem ter desistido de mim, mas mesmo assim devo uma satisfação a eles, afinal, fiquei muito tempo sem postar nada.
Não que esse novo post terá alguma utilidade. Ele não salvará vidas, não defenderá o meio ambiente, não será responsável por jogar bolinhas de papel no Serra, apesar de eu, particularmente, achar um desperdício de papel. Joguem copos com urina. Ah, deixa pra lá.
O fato é que estou vivo. Meio zumbi, mas vivo. Ando trocando o dia pela noite, já que o trabalho exige essa mudança, mas não virei vampiro, nem do tipo tradicional, nem do tipo purpurinado (vampiro que brilha ao sol é o fim da picada).
De fato, esse post é apenas para dar um alento aos meus entusiasmados seis leitores. Não me deixem só. Prometo que, com o tempo, conseguirei me adaptar a essa nova realidade de dormir de dia e viver à noite, e conseguir conciliar isso com este blog. Um abraço.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Legalidade: eleição se ganha no voto

Espalhe essa imagem onde puder, divulguem para seus amigos. Não deixem o jogo sujo das grandes corporações midiáticas acabarem com a democracia no Brasil. Querem eleger o Serra na marra, mas não vão conseguir.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Manobras radicais

A infância é uma das coisas mais bonitas da vida. Acho que se soubéssemos, enquanto éramos crianças, que a vida adulta seria tão chata, não teríamos pressa em crescer. Meus seis leitores têm acompanhado as aventuras e as sacadas geniais do meu pequeno herdeiro, o Pedro, que constantemente aparece neste blogue, para alegrar a vida adulta deste pai babão que vos escreve. Posso até soar repetitivo, mas não há coisa melhor do que testemunhar a inocência de uma criança e acompanhar de perto suas descobertas.
Pois bem, uma das descobertas do Pedro foi o skate. Calma, ninguém colocou o menino sobre uma prancha com rodas (definição dele mesmo) e o atirou ladeira abaixo. Acontece que Pedro quer, sim, ele quer, um skate para fazer umas "manobras radicais", mas só quando crescer um poouquinho mais. Ah, tá.
Bom, é de pequenino que se torce o pepino, já diriam os mais antigos (bem antigos), mas a paixão de Pedro pelo skate não é de agora. Prestes a fazer cinco anos, o pequeno herdeiro descobriu a prancha com rodinhas aos três e sempre falou que queria ter um.
Confesso, minhas aventuras em cima de um skate não são exatamente aventuras, até porque nunca tive um e, no máximo, me aventurava em andar calmamente, sem manobras. Efeito cagão total. Mas parece que meu filho tem DNA aventureiro, então, quem sabe ele não consiga um skate num futuro próximo para fazer suas manobras radicais e para deixar o pai e a mãe de cabelos em pé. Como é bom ser criança, a melhor idade para fazer manobras radicais.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Leu na Veja? O azar é seu!

A banda Domínio Abstrato fez um vídeo bem bacana para a música Veja, mais que mentira sobre as falcatruas publicadas pela revistinha de banheiro de rodoviária. A Veja é uma das coisas mais nefastas e mentirosas que existe, e jornalista que se preza não toma como parâmetro o que está escrito com merda em suas páginas. Jornalismo de verdade não é o que a Veja faz.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Parabéns Timão!

Ninguém explica esse amor

Sei que muitos dos meus seis leitores não são corinthianos e agradeço por isso, porque viver sem eles não teria graça, afinal, um soberano precisa de vassalos, e os outros são apenas isso perto do Corinthians, meros vassalos. Podem fazer piada sobre "centenada", estádio, até tuitar sobre o Noroeste só para fazer graça, não adianta, nada é maior do que a inexplicável paixão pelo Corinthians.
Deve ser isso que irrita tanto os vassalos, aqueles que se curvam perante nós. Deve ser esse amor na vitória e na derrota. Amor que nos faz vestir a camisa do time após sofrer uma goleada, enquanto os ditos "torcedores" dos outros se escondem. Amor que leva mais de 30 mil almas ao Pacaembu em um jogo contra o Vitória da Bahia. Os vassalos não suportam esse amor. Fazem intrigas, usam até a imprensa, toda ela anticorinthiana, para tentar nos derrubar, mas não conseguem.
Não é uma queda para a segunda divisão, orquestrada entre times e arbitragem, que nos farão esmorecer. Não são anos sem títulos paulistas, sem ganhar desse ou daquele adversário, que nos farão desistir. Os vassalos, aqueles que dizem torcer para outros times, não sabem o que é isso. So quem é corinthiano, sabe o que é ser corinthiano!
Só quem viu o pai chorar de alegria depois de ganhar um título sabe o que é ser corinthiano. Só quem viu o pai se esconder no quarto para não ver uma disputa de penaltis sabe o que é ser corinthiano. Só quem vê seu filho de quatro anos dizendo veementemente para os outros "eu torço para o Corinthians" sabe o que é ser corinthiano.
Vassalos, bambis, leitoas, sereias e demais infiéis: podem falar de estádio, chamar de bandido, ofender, o máximo ue conseguirão é nos deixar mais fortes e depois das piadinhas, o troco virá, com piadas melhores ainda sobre vocês. Ninguém explica o que é ser Corinthians e ninguém consegue destruir esse amor. Parabéns Timão, pelos 100 anos de glórias. Não importa o que digam os infiéis, nós nunca te abandonaremos. Amém!

100 anos do Timão, por Marília Ruiz

100 anos de Corinthians? Não, não…
O centenário é dos corinthianos, com “h”, como todos que são sabem bem escrever.
O centenário é do povo que foi lembrado desde o primeiro segundo da vida do Sport Club Corinthians Paulista, quando o primeiro presidente profetizou naquela madrugada, sob a luz de lampião, ladeado por outros operários, no bairro do Bom Retiro (São Paulo), que aquele clube seria “o time do povo” e o povo faria a história alvinegra.
Não se trata de uma amor de torcedor qualquer. O Corinthians não tem torcida como qualquer outro rival. É a torcida que tem o time. E esse é o segredo da fé.
E é essa fé fiel inabalável que comemora hoje um centenário de um amor unilateral, irracional, dolorido e recompensador.
Ninguém se torna corinthiano. Ou se é ou não – azar.
Corinthiano nasce.
Corinthiano é… corinthiano.
Sofre e não esmorece.
Ama – com tudo (ama muito) ou nada em troca (ama ainda mais).
Ama na vitória e ama mais na derrota.
Ama na alegria e ama profundamente na tristeza.
Ama na saúde e cuida amando mais ainda na “doença”.
Nunca, nunca abandona.
O amor alvinegro é narcisista.
Corinthiano não gosta de futebol-arte. Gosta de Corinthians.
Corinthiano não gosta de goleada. Gosta de Corinthians.
Corinthiano gosta do Corinthians corinthiano: do povo, guerreiro, vez e outra desequilibrado, maloqueiro, provocador, protagonista.
Corinthiano gosta de um Corinthians raçudo.
Gosta do Corinthians de Basílio. Do Corinthians do Casão. Do Corinthians do Neto. Do Corinthians que joga aos 47 minutos do segundo tempo como se não houvesse amanhã.
Hoje é dia da festa do centenário desse sentimento.
Dessa adrenalina que só quem é abençoado por São Jorge possui .
Ah, que bobos aqueles que pensam que o ano é do “centenada” _referência à ausência de títulos em 2010.
Claro que todo corinthiano sonha com faixas, títulos e glórias. Não conheço nenhum, entretanto, que ame menos o clube. Ao contrário, bem ao contrario.
Mas só quem é me entende. Só quem é sabe o que é.
Em nome do Pai, do Filho e de São Basílio, pé-de-anjo. Amém.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Eu tô quicando"

Pense em uma criança de quatro anos e pouco, prestes a completar cinco, em uma cama com colchão de mola. Imagine que esse pequeno ser tem mania de dar umas tiradas em você de vez em sempre. Agora imagine o pentelhinho pulando loucamente na sua cama, detonando seu colchão de mola, que não é necessariamente novo. Imaginou?
Pois bem, qualquer pai em pleno exercício de suas faculdades mentais pediria para o fedelho parar imediatamente de pular na cama, antes que arrebentasse o colchão ou se arrebentasse no chão, não necessariamente nessa ordem.
Mas eu não sou um pai comum. Nããão! Eu sou um pai moderno, bem resolvido e ciente de que o menino pode ficar traumatizado para o resto da vida se não usar o jeito certo de falar com o pequeno herdeiro.
Então, dentro de toda essa lógica psico-infantil suburbana, resolvi, ao invés de fazer o danadinho parar imediatamente com aquilo, perguntar a ele o que estava fazendo. A resposta? "Eu tô quicando, pai". Ria. Um dia você terá filhos também, considerando que ainda não os teve, e ele também vai quicar, igualzinho ao Pedro.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Serra é um comedor

Descobri no Kibeloco e depois no Taí com Fritas que José Serra tem uma nova estratégia de campanha: ele come todo mundo!

What the hell is "pacová"

Sabe aquelas coisas que você sempre ouviu, nunca soube o que era, mas aceitava como algo corriqueiro. Pois é, na minha infância sempre ouviu uma ou outra coisa que me parecia normal, mas que não faziam sentido depois que cresci. Hoje, lembrando algumas situações da infância, lembro de minha mãe se irritando conosco por alguma razão e gritando em alto e bom som: "Não me enche os pacová". Mas, caraca, que diabos é "pa-co-vá"?
Nunca perguntei porque sempre achei normal. Interpretava como "não me encha o saco". Acreditava até que pacová seria uma maneira de evitar que as mulheres dissessem "não me encha o saco", algo anatomicamente impossível, dado que elas não tem tal parte do corpo (a Rogéria não conta).
Agora imagine um estrangeiro visitando nossa terra brasílis e ouvindo tal frase. Com certeza perguntaria: "what the hell is pacová?". Isso caso ele fosse alguém mais íntimo. De modo formal, seria algo como "please, what's pacová?".
Imagino meu professor de inglês, um estadunidense meio maluco, chegado numa erva daninha e com pinta de quem não sabe porque nasceu. Certa vez o dito professor contou uma história dos  seus primeiros dias no Brasil, aprendendo a falar português.
Disse que certa vez, quando estava hospedado com amigos, acordou e foi tomar seu café da manhã. Sua amiga, dona da casa, lhe diz "bom dia". Ele todo satisfeito responde "bom dia". isso é fácil, qualquer estrangeiro aprende bom dia. Mas, eis que a fulana lhe tasca um "cê tá bom?". Cara, o tal professor falou que não entendeu bem  e depois de hesitar um minuto, perguntou "what's 'cê tá'?". Pois é, pacová seria o fim do dito cujo.
Mas, voltemos ao assunto, o que realmente é pacová? Descobri que é uma planta. Sim! Com propriedades medicinais. Sim! Que alegria. Agora eu sei o que é pacová. Só resta perguntar a minha ilustre progenitora, porque cargas d'água ela dizia para não encher o pacová. Que dúvida...

Eis aqui um legítimo pacová!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A difícil arte de aturar os políticos

Começa amanhã o pesadelo eleitoral gratuito, ou a piada eleitoral gratuita, ou seja lá que nome queiram dar ao atentado que sofrem os telespectadores em ano eleitoral. Nesse momento eu esnobo: ainda bem que tenho TV a cabo! Nada melhor do que ter opções para fugir dos palhaços. Agora, se você é desses que acham o horário eleitoral fundamental para escolher um candidato, me perdoe, você é uma besta! Desliga a TV e vai ler um livro, com certeza será mais fácil escolher se você entender.
O problema é que eles nos cercam de todos os lados. Antes era só TV, rádio e panfletos entupindo nossas caixas de correio. Agora não param de pedir amizade no Orkut, Twitter, Facebook, como se fossem nossos amigos. A internet está empesteada da chatice eleitoral também.
E ainda falam em democracia. Não é possível que um país que se diz democrático nos obrigue a engolir essa balela a cada dois anos. É ridículo. E que raio de democracia é essa onde o voto é obrigatório e para ser candidato eu tenho que estar sob uma bandeira partidária? E se eu não confiar em nenhum partido, por que não posso ser um candidato independente? Aturar políticos é um ato de coragem e sei disso por experiência no jornalismo político. Quantas vezes tive vontade de largar o gravador e dar um sacode no sujeito: "para de mentir, pô!".
Sempre resta a opção de ignorá-los. E, se vierem sujar minha garagem com panfletos, prometo que vou devolvê-los. Junto tudo e vou jogar na garagem dos senhores candidatos. Não me provoquem. E chega dessa balela eleitoral, porque meus seis leitores não merecem essa falta de respeito.

sábado, 7 de agosto de 2010

Cumplicidade

Cumplicidade é viver sabendo que terá sempre alguém ao seu lado, lhe apoiando, não importa o que aconteça. É ser amigo, irmão, amante. É viver cada dia para a pessoa como se fosse o último. É sorrir, chorar, brigar, cantar desafinado, ler histórias, passear de mãos dadas, amar...
Ser cúmplice de alguém é dar mais e receber menos, dar menos e receber mais. Cumplicidade é o paradoxo que nos faz amar o que detestamos, odiar o que amamos, tolerar as desventuras, suportar agruras, servir de capacho e usar ou outro como tal, ser escravo e senhor.
Cumplicidade é respeito. É saber que cada dia tem muito mais de 24 horas. É acordar de um pesadelo e ter alguém ao seu lado para segurar sua mão. Cumplicidade é partilhar o mesmo cobertor, só para roubá-lo durante a noite. É trocar beijos e farpas, é rir quando quer chorar e chorar de felicidade.
Cumplicidade é saber que o dia mais importante da sua vida é o dia que a pessoa que ama nasceu. E hoje é esse dia. Por mais palavras que eu já tenha dito, apenas uma frase resume o que significa para mim sua cumplicidade: eu te amo!
Feliz aniversário, Layla, minha mulher, meu amor, minha cúmplice. Nem toda a felicidade do mundo são capazes de traduzir a felicidade que sinto só por saber que você está ao meu lado. Nem o presente mais valioso do mundo será capaz de substituir os maiores presentes que você me deu, seu amor, nosso filho, nossa vida. Parabéns, hoje e todos os dias. Te amo!



sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Clipes que eu curto

Você pode ir na janela (Gram)

Branco

Sentei na frente do computador e comecei a pensar no que poderia postar para deixar meus seis leitores satisfeitos. Pensei em postar outra poesia, outro clipe, algum texto de autor mais famoso do que eu, alguma estripulia do pequeno herdeiro, mas nada, absolutamente nada veio à cabeça. Caraca, será que já estou naquela fase de lapsos na criatividade?
Não é possível, afinal só tenho 40, mas fisicamente e espiritualmente pareço ter bem menos, sou praticamente um garoto, a cerveja não pode ter corroído meus neurônios dessa forma. Sobre o que escrever? Como contar algo de forma que as pessoas decidam ler, sem sentirem aquela vontade imensa de sair dali? Nada. Deu branco.
É frustrante saber que você tem que dizer algo, mas não tem o que dizer. Aí pensei, mas esse é o princípio! A linha fina do blogue diz "coisas que são ditas quando não se tem nada a dizer". Não tenho nada a dizer, deu branco, então escrevo sobre o branco, a falta de assunto, o  texto em vão. Mas não é desse branco, dessa falta de assunto, desse texto em vão que muitos asrtistas compuseram grandes obras?
Calma, gente, não vou reinventar nenhuma sinfonia de Beethoven, nem reescrever Machado de Assis. Vou apenas dizer coisas que preciso, já que não tenho que que dizer. É um texto que vai enrolar vocês, meus queridos seis leitores e vocês só perceberão que foram devidamente enrolados quando tiverem terminado de ler essa nova pérola da blogosfera, o texto sobre o branco. Porém... deu branco. Desculpem.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Estou na Cia dos Blogueiros

Depois de muita insistência, meu amigo e blogueiro Zé Marcos finalmente me incluiu na Cia. dos Blogueiros, site superbacana que reúne blogues de todo o Brasil. Meus seis leitores fiéis, que acompanham as agruras de atualização deste humilde blogue poderão conhecer alguns dos mais interessantes que estão hospedados no site. Basta clicar no link. O blogue do meu amigo Zé Marcos tem um link na seção Eu recomendo, à sua esquerda. Dêem um clique por lá, é superlegal.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Não acredite no Datafalha, quer dizer Datafolha...

Se você é do tipo que crê empesquisas eleitorais, principalmente naquele famoso instituto criado pelos Frias, aqueles mesmos que consideram a ditadura militar uma "ditabranda", então precisa ler esse texto do Luiz Carlos Azenha, reproduzido pelo site do PT de São Paulo. É uma prova que o Datafalha é obscuro e mentiroso desde o nascimento.

O dia em que o Datafolha derrotou Jânio Quadros

O jornalista Luiz Carlos Azenha publicou no domingo (25) em seu Blog "Viomundo" a sua experiência como repórter, em 1985. Nas eleições para a Prefeitura de São Paulo, a “vitória” de FHC no Datafolha foi desmentida pela vantagem de 4% que Jânio obteve nas urnas.

Por Luiz Carlos Azenha

Segunda-feira, 26 de julho de 2010

Como os arquivos do Viomundo antigo estão em frangalhos, um problema que o Leandro Guedes promete resolver em breve, vou dar uma de caduco: contar de novo, em poucas palavras, uma história antiga, acrescentando alguns detalhes. Aconteceu, como diria aquele personagem do Chico Anysio, em 1985.
Eu era um jovem, porém experiente repórter. Tinha pedido demissão da TV Globo pela primeira vez (o equivalente, naquela época, a pedir demissão da Petrobras), já que a emissora queria que eu fosse chefe do escritório de uma futura emissora, em São José do Rio Preto, mas eu queria me formar, o que exigia minha presença física em São Paulo (eu levava o curso de Jornalismo na Universidade de São Paulo aos trancos e barrancos e só colei grau em fevereiro de 1987, quando já era correspondente da TV Manchete em Nova York).
Um dia, estudante em São Paulo e desempregado, passei pela entrada do Hospital das Clínicas, onde Tancredo Neves estava moribundo, e encontrei o Heraldo Pereira, então repórter da TV Manchete, que me disse que a emissora tinha vaga para repórter (àquela altura eu já tinha quatro anos de experiência em TV, o que incluia longos meses cobrindo férias na Globo de São Paulo, com muitas reportagens em jornais de rede e algumas no Jornal Nacional). Fui contratado.
Como aquele era ano de eleições para a Prefeitura de São Paulo, fui escalado pela Cristina Piasentini para acompanhá-las. Foi assim que passei a periodicamente visitar a casa do candidato Jânio Quadros, na Lapa, em São Paulo. Conheci dona Eloá, a ex-primeira dama. O ex-presidente tinha sido candidato a governador em 1982, nas primeiras eleições diretas para o cargo durante o regime militar. Perdeu para Franco Montoro. Agora ensaiava uma nova tentativa eleitoral, com apoio na centro-direita. Os outros candidatos importantes eram Fernando Henrique Cardoso, do PMDB de Montoro, herdeiro do MDB, o partido de oposição ao regime militar; e Eduardo Suplicy, do recém-formado Partido dos Trabalhadores.
Jânio concorria pelo PTB. Ele mesmo abria o portão da casa e nos encaminhava para um escritório anexo. Confesso que não era o candidato de minha simpatia (eu tinha votado em Montoro para governador e, se meu título fosse de São Paulo, provavelmente votaria em FHC para prefeito). Mas Jânio era um homem muito simpático. Pedia café e conversava com o jovem repórter como se eu pudesse decidir as eleições. Nas entrevistas, atacava Fernando Henrique Cardoso como alguém que teria mais intimidade com os subúrbios de Paris do que com a periferia de São Paulo. Jânio gostava de falar dos bairros que conhecia pessoalmente, especialmente da vila Maria, que era sua base eleitoral. Jânio dizia abertamente que parte da mídia era inimiga dele. Citava a TV Globo, razão pela qual, presumo, recebia tão bem as equipes da Manchete (sobre acertos de bastidores da Manchete com Jânio, eu era muito jovem para saber).
No dia da eleição, 15 de novembro de 1985, a TV Manchete instalou uma câmera daquelas grandes, de estúdio, na redação da Folha de S. Paulo. Ao longo da campanha eleitoral eu havia entrevistado o Otavinho, já que a Manchete tinha feito um acordo para divulgar os resultados das pesquisas do Datafolha, recém-criado.
Uma das minhas primeiras intervenções ao vivo foi para anunciar o resultado da pesquisa de boca-de-urna do Datafolha em São Paulo. Fernando Henrique Cardoso seria eleito prefeito de São Paulo, previa o Datafolha. Já não me recordo qual era a margem prevista pelo instituto. No entanto, assim que a votação acabou e começou a apuração, os resultados do Datafolha eram distintos dos revelados pela contagem física dos votos.
Ao longo da campanha, Jânio Quadros tinha se servido de pesquisas não-científicas feitas pela rádio Jovem Pan, que colocava equipes volantes para entrevistar eleitores nas ruas de São Paulo. Pelas “pesquisas” da Pan, Jânio seria eleito.
A situação foi ficando cada vez mais tensa na redação da Folha. Havia um terrível descompasso entre a previsão e a contagem. Por pressão da redação da TV Manchete (que conversava comigo pelo ponto e por uma linha telefônica específica), chamei o Reginaldo Prandi, que falava pelo Datafolha. A explicação dele, ao vivo, foi a seguinte: por enquanto as urnas apuradas são de regiões onde Jânio Quadros tem a maioria dos votos; quando chegarem ao TSE as urnas de outras áreas de São Paulo, Fernando Henrique vencerá.
Segundo Conceição Lemes, que também era repórter em 1985, o governador Franco Montoro chegou a dar um entrevista à TV Record agradecendo os eleitores de São Paulo pela escolha de Fernando Henrique, aparentemente baseado na pesquisa Datafolha.
Ou não. Isso não me ocorreu na época, mas uma pesquisa de boca-de-urna viciada pode servir a interesses inconfessáveis: se a margem em favor de um candidato for bastante reduzida, pode permitir que pilantragem eleitoral mude o resultado. Como diria a Folha de S. Paulo, não há provas de que isso tenha acontecido então, mas também não há provas de que não tenha ocorrido.
Ao fim e ao cabo recebi uma ligação de Pedro Jacques Kapeller, o Jaquito, o principal executivo da TV Manchete abaixo de Adolpho Bloch, que disse algo assim: “Azenha, esquece o Datafolha, pode dizer que o Jânio vai ganhar baseado na apuração”.
Foi o que fiz. Jânio, eleito, foi para a sede da TV Manchete, na rua Bruxelas, dar uma entrevista ao vivo. Ele venceu com 39,3% dos votos válidos, contra 35,3% de Fernando Henrique e 20,7% de Eduardo Suplicy. Ou seja, a “vitória” de FHC no Datafolha foi desmentida pela vantagem de 4% que Jânio obteve nas urnas. Infelizmente, não disponho dos dados do Datafolha de 1985. Aparentemente, essa é uma história que o instituto prefere esquecer. Aos leitores que tiverem mais informações ou correções a fazer, agradeço antecipadamente.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eu tento fazer poesia...

Dias

Passei os dias olhando as horas
Pensando em quantas vezes me vi assim
Desprovido de pensamentos
Simplesmente olhando.
Há momentos que não percebemos
O quão difíceis são nossos dias
E assim vivemos mais intensamente.
Há dias que não sabemos se as horas passam
No compasso acelerado
De nossos corações em fúria
Ou se simplesmente se arrastam
Na cadência lenta e gradual
Dos passos infantis que nos cercam.
Olhei em volta de mim e não me vi
Rrefletido no espelho das almas alheias
Que insistiam em me cercar.
Não me sinto apenas sozinho,
Me sinto desprovido de mim
Nos absurdos que a vida prega
Nas peças que assistimos sem ver.
E nas calçadas calcadas na areia
Brincamos
Na ânsia infinita de ver e ver e ver
Sem jamais ouvir, sentir ou pensar além.

A violência é tão fascinante?

Quem lê jornais ou assiste TV deve estar cansado. Dificilmente você passará por qualquer desses meios de comunicação sem que a violência esteja lá, estampada, de forma banal, muitas vezes. Outro dia, enquanto zapeava pelos canais me deparei com a cena de um homem sendo assassinado. Não era filme, era vida real, no caswo, morte real. Câmeras de segurança captaram a cena e as TVs mostraram. Minha pergunta é: precisava mostrar?
O pior de tudo é que, antigamente, os apresentadores de telejornais avisavam quando uma cena seria forte demais. Atualmente, nem isso. crianças estão expostas a essa violência gratuita diariamente, sem nenhuma preocupação. A cena do homem sendo morto na porta  de um shopping foi exibida antes das 10h. gente, crianças vêm TV nesse horário, na maioria das vezes sem supervisão dos pais! É isso que queremos que elas vejam?
E não falo de esconder a realidade. A violência está aí para quem quiser ver, mas o sensacionalismo e a banalidade em nome da audiência estão cada vez mais transformando em normal algo que era pra ser o oposto. Não podemos considerar a violência normal! Que futuro esperamos para nossos filhos se começarmos a agir dessa forma. A violência deve ser combatida, não estimulada.
É caso Bruno pra cá, caso Mércia pra lá. Há muita coisa podre em terras tupiniquins. A pior parte é que somos estimulados a acreditar na culpa das pessoas antes que ela seja provada. O caso da escola base não ensinou nada para as pessoas. Acho que nem lembram mais que acabaram com a vida de gente inocente por causa desse sensacionalismo barato. E se o Bruno for inocente? E se o Mizael for inocente? Podem até ser culpados, mas até agora ninguém provou nada.
O fato é que a violência vende. Vende mais ainda sse houver um suspeito para considerarmos culpado. É muito comum ouvir conversas do tipo "Ah, esse aí nunca me enganou". Claro que enganou! estamos nos enganando o tempo todo com as pessoas, mesmo assim agimos como se a violência não fosse anomalia. Ela é! Não é natural. Mesmo que o ser humano seja instável, a violência não pode ser considerada natural.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Eu tento fazer poesia...

Mágica

quando o dia chegar, invente
descubra quantos existem de você
percorra os caminhos difíceis
saia por aí

amanhã é igual a hoje
e ontem é jamais
persigo meus sonhos
meus pesadelos vêm atrás
mas ainda é cedo pra sair de casa

por acaso fujo de algum lugar
e não sei bem quem sou
quem estou
onde iria meu eu sem mim

e até descobrir a linha
a mágica preferida
a dor escondida no futuro estagnado
me sinto bem como alguém que possui
vida

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Todo mundo é super

Que o Pedro é uma figura, todo mundo já sabe. Que ele tem tiradas fantásticas, talvez uns saibam, outros não. Mas a verdade é que o pequeno herdeiro tem umas sacadas que nos deixa desconcertados. A última, ou talvez seja a penúltima, foi uma de fazer rir durante um bom tempo. Com toda sua calma e inocência, ele chegou para  a Layla e saiu com essa: "Mãe, todo mundo é super em alguma coisa. Eu sou super em falar". E saiu, simples, do jeito que entrou.
A primeira reação foi de perplexidade, algo do tipo: "Hein???". Mas depois foi só rir. Parecia brincdadeira, mas eis que descobri que o Pedro tem um superpoder, que é falar. Veja uma foto dele, pronto para combater o mal com sua tagarelice.

terça-feira, 13 de julho de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O alarme

Quem não tem filhos não sabe a sensação maravilhosa que isso proporciona. Por outro lado, também não paga os micos que isso proporciona. Meu pequeno herdeiro, Pedro, não é uma criança daquelas "pestes", pelo contrário, perto do que já vi uns diabinhos fazendo em shoppings, lojas e supermercados, meu filho é o rei da tranquilidade. Mas... e sempre tem um mas, ele´tem uma curiosidade de doer. Não se contenta em olhar as coisas, quyer tocar, saber como é, para que serve, enfim.
Dia desses, estávamos na Renner do shopping Bauru, olhando as roupas, vendo se alguma coisa valia a pena naquele mar de breguice que a Renner de Bauru se transformou. Fui dar uma olhada nos calçados enquanto a Layla estava no departamento infantil, com Pedro ao seu lado. Foi questão de segundos e o alarme disparou.
Na hora me deu uma tremedeira e relutei em olhar para trás, mas olhei. Os meus temores foram confirmados no gesto da Layla puxando o Pedro pelo braço e dando uma dura nele. Sim, ele apertou aquele botão vermelho e disparou o alarme da loja. Não sou um poço de tranquilidade, mas confesso que não consegui ficar nervoso com ele. Minha vontade era de rir, na verdade, mas evitei para não sofrer as consequências de ter de encarar uma leonina p* da vida.
No fim, nada demais. A segurança da loja afirmou com todas as letras que isso acontece sempre, às vezes, mais de uma vez por dia. O que me leva à seguinte questão: por que cargas d'água coloca um botão vermelho, convidativo para crianças apertarem, numa altura que esses pequenos capetinhas alcancem? Não sera melhor deixar o alarme numa altura para que apenas adultos tenham acesso? Ou alguém da Renner acha que, em caso de incêndio, as crianças terão papel fundamental em apertar o alarme? Sei lá.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

4.0 com motor de 2.5

Quando você acaba de fazer 40 anos, passa um filme da sua vida... Não, mentira, não passa nada. Fazer 40 nem é tão especial assim, ou melhor, não é mais nem menos especial do que 39, 38, 37 e assim por diante. É mais um aniversário, Só.
Tem gente que acha essas datas muito mais importantes do que elas realmente são. Não que eu não goste de aniversário, simplesmente os detesto... Brincadeira. Acho legal as pessoas lembrarem de você, nem que seja por causa do alerta no Orkut. mas elas poderiam simplesmente ignorar esse alerta e deixar pra lá. Confesso que eu mesmo não entro no Orkut todos os dias e sou péssimo com datas, por isso, alguns amigos ficam sem parabéns, ou só os recebem alguns dias depois.
O fato é que nunca imaginei passar meu aniversário de 40 anos em Bauru, por isso me deprimi um pouco. Mas tratei de botar a tristeza de lado e curtir um pouco do dia com a família. Fomos almoçar e assistir Toy Story 3. Apesar da presença insuportável de aborrecentes que iam ver a estréia do terceiro filme dos vampirinhos purpurinados, foi um dia agradável.
A única avaliação que posso fazer depois de 40 anos é: fiz o que pude, o melhor e não me arrependo de minhas escolhas, até porque, não existe fórmula para mudar os caminhos que já trilhamos. Para os próximo 40 anos há uma infinidade de novos caminhos. Quand estiver com 80, conto como foi a travessia.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Eles já sabiam

Saiu no site globoesporte.com uma nota sobre comercial da TV sulafricana MTN que "previa" o encontro entre Alemanha e Inglaterra na Copa. Veja o vídeo, bem legal.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Eu tento fazer poesia


Dias

Há tempos que procuramos e não encontramos
Há fatos que percebemos, não entendemos
Há dias que os ventos sopram sem direção
Enquanto nos perdemos na multidão.
É certo que o tempo passa
É certo que o vento abraça
É fácil viver no escuro
Enquanto a luz cega os outros.
Enfim os caminhos findam
Não temos certeza, nem direção
Seguimos contando os dias
Seguimos dizendo não.

Clipes que eu curto


Mr. Scarecrow (Cássia Eller e Herbert Vianna)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A primeira vez do Pedro... no estádio, é claro


Passando por São Paulo, resolvemos levar o Pedro para ser devidamente batizado pela Fiel em pleno Pacaembu. Na vitória de dois a zero do Corinthians contra o inter, estávamos em família no estádio e foi lindo de ver. Meu pequeno herdeiro já é um pequeno fiel, maloqueiro e sofredor, graças a Deus.




Ser patriota na Copa é fácil


Parece que meus seis leitores estão ávidos por novas postagens, então, atendendo a esses intensos pedidos resolvi postar mais um pouco. Não prometerei ser assíduo, pois toda vez que prometo isso, acabo falhando. Bom, vamos ao que interessa. Vou falar de Copa do Mundo, porque todo mundo são fala de Copa, os nem tão sãos assim - como é meu caso - falam também. E, só para contrariar esse clima de imbecilidade que tomou conta do País, resolvi ser do contra, algo que faço muito bem.
Já repararam como nessa maldita época todo mundo ama o Brasil acima de tudo? É um tal de bandeira pra lá, ser brasileiro com orgulho para cá, amor à Pátria, as merdas das vuvuzelas, uma barulheira desgraçada e para quê? Para torcer pelo Dunga e pelo Felipe Melo? Ah, me poupem.
Sou um apaixonado por futebol e o meu tempo livre tem me permitido assistir a todos os jogos da Copa. Mas em dia de jogo do Brasil eu perco o tesão. Brocho mesmo. Não dá.
Aqueles locutores insanod insuflando a torcida a gritar como se o gol contra a Coreia do Norte (quem?) fosse a coisa mais importante do mundo. Sem falar na hipocrisia de jornalista esportivo que critica os árbitros no Brasil como se fossem bandidos e, quando um francês mau-caráter valida um gol ilegal do Brasil eles acham graça e dizem que tudo bem. Porra, esses caras estão criticando a França até hoje por ter se classificado para o Mundial com um gol irregular, mas a favor do Brasil pode tudo? Para o mundo, eu quero descer!
E a torcida? É o pior. Nunca vi nada mais imbecil do que ficar na frente de um telão em praça pública assistindo jogo pela Globo e gritando feito um idiota quando o Galvão Bueno manda. Gente, sejam mais dignos, por favor!
Esse amor todo é necessário no dia-a-dia, nas atitudes como cidadãos. O cara ama o Brasil na Copa, mas joga a latinha de cerveja no chão e deixa lá. Cara, isso é amor? Ou o Brasil que essa gente ama é só aqueles onze palermas convocados pelo Dunga? O ufanismo medíocre patrocinado pela Globo me enoja. Mas me enoja mais ainda quem compra esse tipo de coisa. Amo meu País e quero vê-lo ganhar tudo, mas, honestamente, em Copa do Mundo, sou mais neutro do que banco suiço.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Eu tento fazer poesia...


Sonhos

entre
feche a porta
feche o mundo pra balanço
dance no balanço das ondas
na janela do teu quarto
sonhe colorido
preto branco cinza
acorde com a brisa
que vem do alto mar
brinque seus brinquedos
jogos infantis
pule para baixo de suas ilusões
voe acima das paixões
veja o céu
não fuja do sol
o brilho intenso ofusca
o olhar das crianças
que sonham...
enquanto o mundo se prepara
pro amanhã.

Você sabe que as coisas vão mal quando...


Fale a verdade, quantas vezes você sentiu que a tal da Lei de Murphy foi feita para você, exclusivamente para sua insignificante pessoa. Sim, insignificante porque é assim que nos sentimos quando tudo dá errado. No meu caso, aúltima vez que me senti assim foi quando o Corinthians foi eliminado pelo Flamengo da Libertadores. Mas só por isso? Não, isso foi a gota d'água, já que quatro dias antes eu tinha sido demitido.
Uau! O Murphy (não aquele policial que virou Robocop, mas o da tal lei de Murphy) se agarrou em mim durante uma semana inteira. Poderiam dizer que era meu inferno astral, mas depois de ver como são feitos os horóscopos, duvido muito que isso exista. De qualquer forma, se o inferno astral existisse, estaria muito adiantado para me atacar no meio de abril, certo?
O fato é que essa é uma daquelas situações em que ocorre o efeito dominó. Eu perdi o emprego, meu time foi eliminado, fiquei sem dinheiro para pagar a prestação do meu apartamento porque a empresa em que trabalho decidiu me deixar com uma mão na frente e outra atrás. Me deixou com tremendo "alto astral".
Mas isso não vem ao caso. O caso é que, diferente do horóscopo, que é uma mentira deslavada (vai por mim, eu sei), a lei de Murphy existe. E mais, ela governa nossas vidas. Vou além, Murphy rege o universo. Claro, porque se não for isso, como explicar que algumas pessoas tem tendência a atrair coisas ruins. Não é meu caso. O Murphy me abraça de vez em quando, mas nada que não dê para contornar.
Pior mesmo é um sujeito que ficou sete anos montando um quebra-cabeças de cinco mil peças e, no final, descobrir que só tinha 4.999. Sete anos depois, uma peça faltando. Nessa, o Murphy foi muito cruel.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Comercial da Pepsi


Vi no blog do meu amigo Zé Marcos e trouxe para cá. Muito bom o comercial da Pepsi para a Copa da África, com Messi, Henry, Kaká, Drogba e o rapper Akon. Vale a pena.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Janeiro já foi. Só faltam 11...


O primeiro mês do ano nos deixou recentemente e, aparentemente, não deixou saudades. Talvez por causa do excesso de chuvas que deixou tanta gente desabrigada, doente, infeliz, sem falar dos que perderam a vida por conta das águas. Por outro lado a chuvarada serviu para expor a incompetência há muito anunciada da dupla Serra/Kassab, incompetência que a imprensa demo-tucana não quer expor de jeito nenhum, mas deixa isso pra outro post.
Fevereiro parece ter começado do mesmo jeito que terminou janeiro: com chuva. Mas parece que ela deu uma pausa pra galera. Mas, com fevereiro, chegaram os carnês, as aulas, o material escolar, os gastos extras, enfim, tudo. Só que não dá pra desanimar. Faltam onze meses, um pouco menos, para 2010 dar adeus e parece que as pessoas querem que o fim do ano chegue rapidamente.
Acho que é um pouco de exagero torcer tanto para o ano acabar, quando ele mal começou. Mas acho que entendo. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo no começo do ano, que mal esperamos essa turbulência passar. Mas não há de ser nada. Só estamos em fevereiro. Venha o próximo, e o próximo e assim por diante...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Clipes que eu curto


Em homenagem ao ano novo, um pouco atrasado...

New Year's Day (U2)

2010...2011...2012...


Antes que me perguntem porque coloquei três anos no título, já respondo que não tem nada a ver com a profecia maia - que virou filme - em que o mundo acabará em 2012, até porque na minha geração o mund acabaria no ano 2000 e ele continua aí, apesar de muita gente dizer que já passamos para a ilha de Lost há dez anos.
Bom, é o primeiro emaranhado de palavras do ano e eu queria ser engraçado e otimista, mas em ano de eleição e copa do mundo com um financiamento monstro para pagar, ser engraçado e otimista é algo que não me apraz. Aliás, nuncxa fui engraçado e otimista, mas me esforço, sério, me esforço mesmo.
Passada a euforia das festas, amigos secretos, abraços, muita comida e bebida, voltamos à nossa dura realida (com exceção, é claro de quem está tomando chuva na praia), se é que saímos dela por conta dessa euforia desmedida.
Ah, tá bom, serei mais otimista: vamos ganhar a copa do mundo, ok? É pouco? Mas o que esperar de 2010? Nós começamos o ano com um monte de tragédias causadas pela chuva e pela imprudência de alguns, aliada com a incompetência de outros. Alguém acha que só a queima de fogos em Copacabana já deixa o ano melhor? Bom,, eu não estava em Copacabana, estava em Bauru mesmo e não vi nem pela TV.
Este ano é apenas mais um, como já foram muitos outros. As pessoas fazem resoluções de ano novo, promessas impossíveis de cumprir ou que sabem que não serão cumpridas. Quer dizer, nem sabem, porque estavam bêbadas demais quando as fizeram. Todo fumante diz que vai parar de fumar. Balela! Todo alcoólatra diz que vai parar de beber. Besteira!
Se a superstição for verdadeira, de que a forma como passamos a virada reflete o que será o ano inteiro, quem passa o reveillon na praia deveria passar os 365 dias restantes na praia. Não dá para crer em tudo e em superstições e promessas de fim de ano, menos ainda.
Quer fazer 2010 um ano especial? Faça você mesmo! Não vai cair do céu. O mundo não vai acabar em 2012, então não precisa viver como se fosse. Encher a cara não vai trazer seu grande amor de volta, se é que era realmente seu grande amor. Chega de emice!!! A vida seriabem mais fácil se em vez de ficar se lamentando e criando falsas expectativas, as pessoas FIZESSEM ACONTECER!
Está na hora de acreditar na "vida vivida com ponto de exclamação", como diz minha amiga Mara De Santi. Ou melhor, está na hora de viver assim. 2010 será um ano como outro qualquer, mas se fizermos nossa parte ele será melhor, mais bonito, mais inteligente, mais saudável. Assim como 2011... 2012... Já pararam pra pensar que o fim do mundo é uma bela metáfora? Cabe a nós viver a vida como se ela fosse essa metáfora ou não.
Então, feliz 2010...2011...2012...2013 Até o fim de fato, se é que o fim de fato existe. Prefiro acreditar que não.