terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Coisas simples que nos fazem felizes

Se resolvêssemos fazer uma pesquisa e perguntássemos para as pessoas o que as faz felizes teríamos respostas variadas. Cada ser humano tem seu modo de ver e entender a vida. Mas será que as respostas seriam honestas? Muita gente liga imediatamente a felicidade com independência financeira e não posso tirar a razão delas, afinal, como ser feliz tendo que se preocupar com a falta de dinheiro, não é verdade? Não, não é verdade.
Que me perdoem os adeptos da máxima que o dinheiro não traz felicidade, manda comprar. Culturalmente somos errados neste aspecto. Conheço muita gente pobre que é muito feliz e não se queixa da sorte, ou da falta dela.
Calma, não estou dizendo para largarmos tudo e vivermos como mendigos. Nada disso. Mas precisamos realmente exaltar o dinheiro como o único fator de felicidade? Não acredito que as pessoas tenham se esquecido dos outros valores.
Ouço muita gente falando que tem saudades do tempo de criança, pois não tinha brinquedos caros, mas tinha brincadeiras divertidas. No entanto essas mesmas pessoas entopem os filhos de videogames e brinquedos eletrônicos e tiram deles a chance de descobrir a vida além dos muros do condomínio.
Falta de segurança? Talvez. Mas temos esse direito? Somos responsáveis por criar uma geração cibernética, filhos virtuais. Que tipo de valores ensinamos para nossas crianças? A felicidade também está em chutar uma bola com seu filho.
Infelizmente o ser humano se mecanizou. Não somos capazes de pequenos gestos altruístas. Sentamos nos lugares reservados a idosos nos ônibus e ainda reclamamos se algum deles reclama por estar em pé. Precisávamos mesmo de lugares marcados? Não seria mais lógico que oferecêssemos o lugar para o velho, a mulher grávida, a mãe com o bebê no colo, de modo natural? A felicidade também está nesses gestos, pequenos mas valorosos.
Abrir a porta para uma senhora, ajudar a atravessar a rua, ceder o lugar, sorrir, dar bom dia, boa tarde, boa noite. Esquecemos o valor das pequenas coisas, esquecemos que o dinheiro pode até comprar coisas, mas não compra o sorriso de uma criança, o obrigado de um idoso, o semblante feliz de uma mulher prestes a dar à luz.
Perdemos o gosto pelo vento batendo no rosto, preferimos o gelo do ar condicionado. Reclamamos do calor e depois do frio, do tempo seco e da chuva. Perdemos totalmente a capacidade de nos concentrarmos em coisas boas e vemos apenas o lado negativo das coisas. Nada está bom!
Com isso morremos aos poucos. Sucumbimos ante nossa própria arrogância e desprezo por aquilo que é belo, ainda que pareça feio. Nos tornamos máquinas e, continuando neste passo, vamos transformar o futuro em algo sombrio. Mas, quem sabe ainda dá tempo de virar o placar?


Legião Urbana - Perfeição
Enviado por EMI_Music. - Veja os últimos vídeos de música em destaque.

2 comentários:

PIMENTA E POESIA disse...

Querido, concordo totalmente com você, esse é um tema recorrente em meus escritos. Tive que aprender a ser feliz sem dinheiro, pois recebi de Deus (do universo....)um homem maravilhoso que se casou comigo por amor e me deu um casal de filhos que amamos demais! Ele é excelente pai, amante, profissional, mas é pobre, assim como eu. Batalhamos muito, sempre, mas não conseguimos acumular bens. Somos considerados estranhos por isso. E rimos!!!!Parabéns pelo texto!

Marcelo de Souza disse...

Parabéns a vocês por serem "estranhos". O mundo precisa cada vez mais dessa estranheza.